O que senti ao usar máscara durante a corrida

Recentemente postei no meu perfil no Instagram um breve comentário sobre uma experimentação que realizei sobre o uso da máscara durante a corrida.

A ideia em realizar essa experimentação foi incentivada pela polêmica publicação da OMS em relação ao uso da máscara durante a prática de exercícios físicos.

A metodologia adotada baseou-se na realização de duas sessões de corrida com 30 minutos de duração e um intervalo de três dias entre elas, procurando manter o mesmo local, horário, vestuário, intensidade do exercício e equipamento para coleta de dados.

O local do experimento consistia em uma reta de concreto com extensão de 30 metros.

Ambas as sessões ocorreram entre 19:00 e 19:45.

Foram utilizados o mesmo vestuário e calçado.

Um relógio modelo Vantage M do fabricante Polar Electro Oy. usado no punho direito foi utilizado para monitorar a frequência cardíaca através dos seus eletrodos e sensores ópticos. Devido a uma imprecisão para determinação da velocidade e da distância percorrida por satélite, optou-se o desligamento do GPS e uso do acelerômetro para determinar as duas informações.

A primeira sessão, controle, foi realizada sem máscara.

Sessão 1: sem máscara. Gráfico em vermelho refere-se a FC (bpm) e o em azul ao velocidade (min/km).

A segunda sessão foi realizada com máscara de algodão com dupla camada.

As duas sessões foram realizadas a uma intensidade moderada (limiar aeróbio).

Não houve nenhuma alteração na frequência cardíaca, nem na frequência respiratória percebida ou na percepção subjetiva do esforço.

Sessão 2: com máscara. Gráfico em vermelho refere-se a FC (bpm) e o em azul ao velocidade (min/km).

Houve maior dificuldade em respirar somente pelo nariz, isso, poderia desencadear um processo de ansiedade e hiperventilação em indivíduos mais sensíveis. Essa dificuldade foi extremamente reduzida quando utilizados nariz e boca conjuntamente.

Percebeu-se uma umidificação superficial do tecido da máscara ao final da sessão, sugerindo a necessidade de troca desse equipamento caso haja uma maior duração da corrida.

Iniciar a atividade em intensidade menor do que a usual e aumentar gradativamente, de acordo com seu atual estado de condição física, poderia proporcionar uma adaptação ao uso da máscara durante a corrida.

Cabe destacar que cada indivíduo reagirá de forma única ao uso da máscara durante a corrida e que esse experimento teve como objetivo expor minhas reações ao uso desse equipamento e servir como parâmetro para uma melhor orientação aos meus alunos e atletas.

Publicado por Cadu Perruci Faria

Professor de Educação Física, promotor do movimento consciente e da corrida natural.

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